
Carlos Martins (à direita), Nilton Vasconcelos, Marco Aurélio e Edival Passos.
Ao participar na manhã de ontem (14/07) de um workshop com técnicos de agências de fomento em Salvador, o Secretário da Fazenda, Carlos Martins – presidente do Conselho de Administração da Desenbahia – defendeu a criação de um banco nacional para o microcrédito porque "o BNDES não tem expertise nessa área fundamental para o desenvolvimento econômico-social e não cumpre esse papel". Também propôs mais ações de capacitação para o microempreendedor e o combate à burocracia na área da microfinança.
A reunião com técnicos e dirigentes de agências de fomento de vários estados, promovida pela Associação Brasileira de Instituições Financeiras de Desenvolvimento (ABDE), começou ontem, às 8h30 no Golden Tulip Hotel, no Rio Vermelho e prossegue até sexta-feira (16). À sessão de abertura estiveram presentes o Secretário do trabalho (SETRE), Nilton Vasconcelos, o superintendente-executivo da ABDE, Marco Antonio A. de Araujo Lima, o superintendente do SEBRAE/Bahia, Edival Passos, o diretor do SEBRAE Nacional, João Silvário Junior e o presidente em exercício da Desenbahia, Marco Aurélio Felix Cohim, além de gestores do Banco Central, BNDES e Ministério do Trabalho.
Participam da reunião representantes de 11 agências de fomento e bancos de desenvolvimento. O economista da Desenbahia, Vitor Lopes, expôs aos visitantes as características de forte concentração setorial e espacial da economia baiana. "O desafio é uma agência de fomento atuar num estado como a Bahia em que 57% do PIB se concentram em apenas 10 municípios, seis deles na Região Metropolitana de Salvador". O Gerente de Microfinanças da Desenbahia, Marcelo Mesquita, relatou como se deu o surgimento do Programa Estadual de Microcrédito – CrediBahia e o atual plano de expansão através de postos de atendimento em 170 cidades e o repasse de recursos para cooperativas de crédito no semiárido.
Nesta quinta-feira (15), o grupo segue para Feira de Santana, onde visitam, in loco, o posto de atendimento do CrediBahia, e depois para Serrinha, onde visitam a Cooperativa de Crédito que trabalha na região do semiárido.
Segundo o superintendente da ABDE, Marco Antonio Lima, reuniões como a de Salvador já ocorreram em Santa Catarina e Espírito Santo. O objetivo é analisar com profundidade as experiências diferenciadas visando o fortalecimento e expansão dos programas de microcrédito dos estados. Edival Passos, do SEBRAE/BA, afirmou que o microcrédito precisa ser fortalecido para tirar os microempreendedores das mãos "dos agiotas das empresas de factory que emprestam dinheiro a 25% ao mês".
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