Banco Compartamos, sediado na Cidade do México, é considerado uma referência entre as instituições de microcrédito no mundo
Regina Xeyla, enviada especial da ASN
Foto: Adílson Calheira. Carolina Velasco, do Banco Compartamos durante o I Fórum Banco Central sobre Inclusão Financeira
Salvador - Como grande parte das instituições de microcrédito em todo o mundo, o Banco Compartamos, sediado na Cidade do México, nasceu no início de 1990 a partir da experiência de uma organização não-governamental (ONG). Hoje, após 19 anos, a instituição já regulada pelo Banco Central mexicano permanece com o mesmo objetivo essencial, que é levar recursos financeiros ao maior número de pessoas, em menor tempo possível.
Com essa visão permanente, o Banco Compartamos tornou-se o maior no setor de micro-financiamentos do país, contabilizando US$ 1,5 bilhão de títulos de dívida no mercado e com carteira de 1,4 milhão de clientes.
Carolina Velazco, representante do Banco Compartamos, participou nessa segunda-feira (16) da abertura do I Fórum do Banco Central sobre Inclusão Financeira, que prossegue até o próximo dia 18 em Salvador (BA). Ela apresentou o caso de sucesso do banco, considerado uma das atuais referências entre as instituições de microcrédito no mundo. O banco opera com licença integral e tem se especializado na concessão de pequenos empréstimos, em especial para mulheres empresárias de baixa renda de todo o país.
O banco operou uma financeira não bancária (Sofol) até ser licenciado em junho de 2006 e é, agora, o sexto maior banco no México. O Compartamos oferece seguro e empréstimo para capital de giro a microempresários de baixa renda em áreas rurais do México por meio de uma rede de 327 agências.
Carolina conta que no início não foi fácil falar sobre microcrédito com instituições regulatórias. “A maioria achava que emprestar para pobre era jogar dinheiro fora”, lembra. Segundo ela, os executivos do banco dedicaram-se, entre os anos de 1998 e 2000, a um processo educativo do sistema financeiro local.
Em 2006, o Banco Compartamos tornou-se instituição bancária. Ou seja, toda a regulação aplicada aos grandes bancos passou a ser aplicado a ele também. “Tínhamos a consciência de que só assim atrairíamos mais investidores privados e, conseqüentemente, mais competição, que é o que permite que os pobres tenham acesso a serviços e produtos financeiros cada vez melhores”, disse Carolina.
Em 2008 o banco se incorporou aos índices de preços da Bolsa de Valores e contabilizou US$ 1,5 bilhão em títulos de dívida no mercado. Segundo Carolina, o sucesso alcançado deve-se ao fato de o banco trabalhar focado em três pilares: transparência, governança corporativa e inclusão financeira. Em 2005, o banco ganhou o Prêmio de Excelência em Microfinanças. E mais recentemente ficou em 13ª lugar em um total de 100 posições como melhor empresa para se trabalhar no México. “Clientes e funcionários são o centro de tudo. Nosso trabalho é centrado nas pessoas, na auto-realização”, afirma.
Transparência
Por ser uma instituição regulada, o Banco Compartamos é supervisionado pelo Banco Central do México. Um informativo trimestral do Compartamos divulga informações de interesse dos seus correntistas, que contam também com serviço de 0800 e correio eletrônico, além da Comissão Nacional de Defesa do Cliente de Microfinanças.
“Buscamos oferecer condições populares. Nosso trabalho não é criar novos produtos e serviços, e sim, melhorar as condições existentes e simplificar o processo de acesso ao crédito. O banco trabalha a questão da educação financeira dos seus clientes, conscientizando os correntistas sobre o endividamento responsável”.
Serviço:
I Fórum Banco Central sobre Inclusão Financeira
Fiesta Bahia Hotel, Salvador (BA)
De 16 a 18 de novembro
Agência Sebrae de Notícias – (61) 3348-7138 e 2107-9362
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