ABDE REALIZA 1º ENCONTRO DE SEUS ASSOCIADOS COM O BACEN
07/08/2008
Fruto da aproximação da ABDE com o Banco Central (Bacen), a Gerência Técnica/Treinamento da entidade realizou em Brasília o 1º Encontro dos Associados com o Bacen/Desuc, Desig e Denor, objetivando discutir o Acordo de Basiléia II. Neste encontro inaugural, ocorrido em 1º de agosto – que contou a presença de representantes da Afeam, AFPR, AG. Tocantins, AGN, CaixaRS, Desenbahia, Finep, GoiásFomento, InvesteRio, MTFomento e BNB –, discutiu-se a implantação de normas prudenciais, estruturas de gerenciamento de riscos de crédito, supervisão bancária e transparência de mercado, entre outros aspectos do Acordo. Como esse primeiro evento envolveu apenas os associados não bancários, a ABDE já se articula para realizar encontro semelhante para os bancos de desenvolvimento.
Para o diretor de Operações da CaixaRS – Agência de Fomento do RS - Rogério Augusto de Wallau, que também coordena a Comissão de Legislação e Normas da ABDE, se Basiléia II for implementado de maneira correta e inteligente pelos associados da ABDE, sejam eles agências de fomento, bancos de desenvolvimento, bancos públicos comerciais ou cooperativas de crédito, contribuirá para reduzir as reservas de capital necessárias para bancar as operações atuais e dessa forma poder alavancar mais operações e, consequentemente, aumentar a competitividade.
“Isto fará crescer a quantia de capital disponível para alavancar novos investimentos e, conseqüentemente, ajudar a aumentar o valor dos acionistas e o retorno sobre o capital investido através da elevação dos níveis de lucro por intermédio de uma gestão do risco aperfeiçoada”, enfatiza.
Ao encerrar o encontro, o chefe-adjunto do Departamento de Supervisão de Cooperativas e Instituições Não Bancárias (Desuc), José Ângelo Mazzillo Júnior, agradeceu a presença de todos e sublinhou a importância desta ação integrada: “As normas prudenciais estão em vigor e devem ser cumpridas. Vale lembrar que todo processo legislativo é dinâmico, portanto o ambiente normativo é mutável”.
Para Mazzillo Júnior, o trabalho do Denor e do Desig tem sido notável, mas, apesar disso, a perfeição do processo normativo é impossível, até pelo próprio dinamismo do sistema. Por isso, ele destaca quatro aspectos fundamentais que deverão ser constantemente lembrados pelas instituições financeiras: “As normas prudenciais baseiam-se no conceito de proporcionalidade, o que necessariamente exigirá maior proximidade entre o órgão supervisor e as instituições supervisionadas. Em vez de criar procedimentos estanques, objetivos, bem delimitados, as normas induzem à adoção de práticas adequadas. A avaliação quanto à adequação dessas práticas cabe, fundamentalmente, à própria instituição financeira”, disse, acrescentando como última recomendação que cabe ao órgão supervisor avaliar se realmente tais práticas são adequadas àquela instituição financeira.
Em vista disso, sublinhou Mazzillo, é necessário que essas novas normas e estruturas exigidas, sejam efetivamente implementadas e incorporadas ao ambiente de negócio das agências. “Mesmo operando com repasses, a instituição financeira, por menor que seja, está exposta ao risco de mercado. Então esses conceitos têm que ser bem dominados”, frisou.
Por fim, o presidente da ABDE, Pedro Falabella elogiou o Bacen por ouvir as instituições financeiras. “É uma inovação a ser comemorada. Discutimos abertamente e com transparência. É algo bom que está acontecendo no país”, resumiu.
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